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Pacto na América Latina: uma oportunidade para os municípios equatorianos na luta contra as mudanças climáticas

Com o objetivo de ratificar o compromisso equatoriano na luta contra as mudanças climáticas, a Associação dos Municípios do Equador (AME), juntamente com o Ministério do Meio Ambiente e Água; o município de Quito e o WWF Equador apresentaram o evento “Promoção da iniciativa GCoM aos municípios do Equador e socialização da Estratégia Anual dos Coordenadores Nacionais da Rede de Cidades da América Latina e do Caribe”.

O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima (GCoM) reúne mais de 10 mil cidades de 135 países em seis continentes e está alinhada com os objetivos e metas estabelecidos no Acordo de Paris (2015), um instrumento internacional que permite orientar as ações nacionais e locais necessárias para manter o aumento da temperatura abaixo de 1,5°C, em relação à era pré-industrial. O Equador ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris em março de 2019, apresentando sua primeira Contribuição Determinada em nível nacional à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Diretor executivo da AME, Luis Mario Barsallo

O diretor executivo da AME, Luis Mario Barsallo, encarregado de iniciar o dia de diálogo sobre o GCoM, disse que a gestão ambiental é essencial para associação de cidades, pois permite gerar modelos de gestão a longo prazo em benefício dos cidadãos. “Os municípios do Equador se reúnem para acelerar as iniciativas climáticas e energéticas que levam a um futuro inclusivo, de baixa emissão e resiliente ao clima”, afirmou. A AME é o órgão que reúne os 221 municípios do país e atua como Coordenador Nacional do Pacto no país.

A Estratégia Anual dos Coordenadores Nacionais – Redes de Cidades 2019-2020, refere-se às ações consensuais e ponderadas do Coordenador Nacional (AME) e do Comitê Consultivo Nacional do Equador (CCN), composto pelo Ministério do Meio Ambiente e Água, Secretaria de Meio Ambiente Quito e WWF Equador, que visa apoiar as cidades e as autoridades locais a se comprometerem com a ação climática.

“Hoje é mais importante do que nunca trabalhar com governos locais, porque sabemos que o impacto desses aspectos é evidente, em primeira instância, em nível territorial”

Pedro Ponce, Oficial de Projeto da União Europeia, destacou a participação das autoridades e representantes dos municípios do país. “Hoje é mais importante do que nunca trabalhar com governos locais, porque sabemos que o impacto desses aspectos é evidente, em primeira instância, em nível territorial”, afirmou. Ele explicou que a União Europeia no Equador apoia e financia estratégias sobre mudança climática com a  AME e outras organizações que reúnem governos locais.

Primeiro passo

Durante o evento, os municípios de Ambato, Ibarra, Lago Agrio, Manta e Santa Cruz assinaram a carta de intenções, através da qual expressaram sua disposição de fazer parte deste Pacto Global de Prefeitos, constituindo assim o primeiro passo para este processo. As experiências dos municípios de Quito, Cuenca e Portoviejo, cidades que já fazem parte desta iniciativa, foram apresentadas neste espaço. Diego Enriquez, Coordenador de Mudanças Climáticas e Secretário do Meio Ambiente de Quito, afirmou que esta iniciativa ajudou muito a consolidar as políticas e decisões que devem ser tomadas no nível das autoridades em relação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável.

Marja Edelman, da secretaria regional do GCoM para a América Latina e o Caribe, comentou que está sendo feito um trabalho para obter financiamento para ações locais contra as mudanças climáticas. Apoiando a busca de fundos internacionais para que os municípios possam tomar suas iniciativas em ação. Além disso, ela convidou os municípios participantes a aprender mais sobre os benefícios de fazer parte do Pacto Global.

No encerramento do evento, Humberto Re, subsecretário de Mudanças Climáticas, mencionou que a territorialização das ações permitirá a transformação no combate às mudanças climáticas. Ele expressou apoio ao fato de que, em seus planos de desenvolvimento e planejamento territorial, eles podem incluir ações de mudança climática para ter cidades mais resilientes e reduzir sua vulnerabilidade, para se adaptar melhor aos diferentes cenários do clima futuro até 2050 ou 2100.

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