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Gênero e mudanças climáticas: quanto maior a inclusão das mulheres, maiores as chances de combatê-lo

As mudanças climáticas, fenômeno do aumento da temperatura do planeta causada pela emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera, é um problema latente no mundo.

Para enfrentá-lo e combatê-lo nas cidades de uma forma mais eficaz, os esforços devem ser feitos a partir de diferentes abordagens. Uma delas, o gênero, é fundamental, de acordo com as Nações Unidas, já que “garantir a participação das mulheres na tomada de decisões em relação às mudanças climáticas resulta em uma melhor resposta às necessidades dos cidadãos e no desenvolvimento de políticas e projetos com melhores resultados “. Em contrapartida, segundo dados da CEPAL em 2016, apenas 13% dos prefeitos da América Latina são mulheres.

Um fenômeno como as mudanças climáticas contribuem, segundo a organização, para o aumento das desigualdades no setor populacional feminino, que tem maior dificuldade de acesso a recursos e é mais pobre (segundo a ONU, 70% dos 1,3 bilhões das pessoas que vivem em extrema pobreza são mulheres).

Fonte: Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo (Brasil)

Trabalhar pela inclusão das mulheres na luta contra o fenômeno é alinhar-se com a Agenda 2030 das Nações Unidas, que em 2 de seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fala da necessidade de construir cidades e espaços mais inclusivos para grupos tradicionalmente desfavorecidos.

Iniciativas globais também estão promovendo a participação das mulheres na tomada de decisões e sua inclusão nas políticas estaduais e locais. Este é o caso da Nova Agenda Urbana das Nações Unidas, que visa construir cidades “que alcancem a igualdade de gênero e capacitem todas as mulheres e meninas, assegurando sua participação plena e efetiva e direitos iguais em todas as esferas e em posições de liderança em todos os níveis, garantindo o acesso ao trabalho decente e o princípio do salário igual para trabalho igual ou trabalho de igual valor para todas as mulheres e prevenindo e eliminando todas as formas de discriminação, violência e assédio contra mulheres e meninas em espaços públicos e privados “.

Por sua vez, a iniciativa Cidades Resilientes ao Clima na América Latina promove atualmente quatro projetos de pesquisa sobre desenvolvimento resiliente ao clima no contexto urbano, que incorporam de forma crucial a perspectiva de gênero.

Mulheres e as mudanças climáticas no Brasil

No Brasil, onde o número de prefeitas eleitas em 2016 foi menor do que em 2012, apenas 11% dos prefeitos são mulheres, em comparação com 89% dos homens, o que mostra que ainda há muito trabalho a ser feito na igualdade de gênero.

Continuando com a relação entre gênero e mudanças climáticas, de acordo com um relatório de 2018 do Instituto Alziras do Brasil sobre as questões ambientais mais importantes para prefeitas brasileiras, 58% dizem que sua prioridade é o combate ao desmatamento; seguido de 40% voltadas ao uso de energias limpas; 27% priorizam o gerenciamento de risco e desastres naturais; e, em seguida, a extensão do transporte público e mobilidade a pé (17%) e poluição do ar (15%).

De acordo com o relatório, 100% dos prefeitos de municípios com mais de 100.000 habitantes já ouviram falar dos Acordos de Paris que defendem a redução do aumento de temperatura do planeta em 1,5 graus até 2030, e apenas 60% dos prefeitos dos municípios com menos de 20.000 habitantes.

Fonte: C40 Cities

Acerca del Pacto Global de Alcaldes por el Clima y la Energía

O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia reúne formalmente o Pacto de Prefeitos e o Pacto de Prefeitos da UE, as duas principais iniciativas das cidades para ajudar as cidades e os governos locais na sua transição para uma economia de baixo carbono e demonstrar seu impacto global. Dirigido pelo Enviado Especial do Secretário Geral das Nações Unidas para Cidades e Mudanças Climáticas, Michael R. Bloomberg, e o Vice-Presidente da Comissão Européia, Maroš Šefčovič, a coalizão compreende mais de 9.149 cidades em 6 continentes e 120 países, representando mais de 700 milhões de pessoas ou 10% da população mundial. Obtenha mais informações em http://pactodealcaldes-la.eu/pt-br/. O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia na América Latina e no Caribe é o capítulo da América Latina e do Caribe que trabalha para estabelecer o Pacto Global na região.

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